E a banda passou…

Three Note Charlie

Era mini metal aos 12/13 anos, infância trágica e ao mesmo tempo boa. Conheceu tanta coisa ruim que resolveu correr atrás do que era bom. Fez aula de guitarra, baixo e - acreditem vocês - piano clássico.

Durante essa época grande parte da atenção era voltada às aulas de piano, afinal, a dificuldade era maior. Fazia aula todo santo dia durante 3 anos. Conheceu Ludwig van Beethoven, Franz Schubert, Pyotr Ilyich Tchaikovsky (estudou tanto que sabia até soletrar o nome do Tchaikovsky) e outros, como seus compatriotas Tasso Corrêa, Tom Jobim e Guio de Morais.

Aos 15 anos formou sua primeira bandinha. Era guitarrista mas conseguia cuidar do vocal também, tocavam aquele grunge adolescente básico: Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden. Algum tempo depois evoluíram para Pink Floyd, Led Zeppelin e Whitesnake. Mas nunca tentaram nem foram tentados pelo heavy-metal-rock-pancada.

Então que a banda acabou. Ele foi andando, entrou em outra banda que tocava rock nacional - é, aquele mesmo que morreu nos anos 90 - tocavam Legião Urbana, Lobão, Mutantes, Ira. A banda durou pouco tempo. Depois estragou, e ele saiu.

Depois foi pra outra banda onde o som era Rei. E tinha tudo para dar certo. Cantava desde Elvis e Cash até U2, Beatles, Rolling Stones e todo aquele rock inglês com garotinhas gritando aos seus pés.

Foi com ela até o dia em que um velho tiozão gordo maldito pisou em sua mão durante um futebol de fim de semana.

Quebrou em mil pedaços.

 

Photo credit: TCM Hitchhiker

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5 Comentários
  1. Posso ser a groupie?
    OIHAHIOAIEHIOEIOA

  2. ô coitado! Mas concordo com o Felipe, já vi um maestro que tinha paralisia nas mãos… ;)

  3. de que birosca cê taá falando?

  4. ouçam guizado!

  5. Maldito futebol! ¬¬ nem quero imaginar como ele conseguiu enfiar a mão debaixo do pé do tiozão gordo.

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