O Escafandro e a Borboleta

  

Adoro assistir bons filmes, aqueles filmes que você espera ansioso pelo lançamento, sabe que será mais um recorde de bilheteria, vê todo mundo comentando e com o filme, literalmente, estampado na cara. Adoro assistir esses filmes.

Mas adoro muito mais quando começo a assistir um filme, sem nenhuma espectativa e esse me surpreende de forma extraordinária, a ponto de me fazer escrever tantos parágrafos sobre ele. E isso aconteceu quando vi esse filme francês cult.
O Escafandro e a Borboleta (Le Scaphandre et le Papillon) É com certeza uma experiência surreal.

borboletaJean-Dominique Bauby, é um jornalista de meia idade que sofre um derrame cerebral e fica em estado vegetativo, podendo mexer apenas seu olho esquerdo. Seu olho direito é costurado, mostrando logo nos primeiros minutos de filme, uma cena que traduz o perfeccionismo do diretor Julian Schnabel.

O início do filme mostra Jean-Do abrindo seu olho em um hospital afastado, no sul da França e alguns médicos falando com ele. Durante os primeiros 30 minutos do filme a visão que temos é a do próprio Bauby, aprendendo o sinal que as médicas o ensinam, que consiste em identificar as letras do alfabeto através de uma piscada para sim e duas para não. E assim formando palavras, sentenças e parágrafos completos.

A sensação do espectador é de tensão durante todo o filme. A paisagem “praia no inverno” que envolve o filme é fundamental para o significado do título que ele leva. Diante de um quadro irreversível, Bauby aceita sua realidade e constata que possui duas qualidades que não perdeu com o derrame: sua memória e sua imaginação. E é com essa visão que o filme alcança uma beleza rara.

O Escafandro e a Borboleta não é um filme comercial, não gastou milhões com propagandas, nem com sites virais. Mas se você não for uma porta, a essência do filme ficará com você por mais tempo que uma tintura de palhaço.

 

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Guardado em: Cinema e Pipoca

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3 Comentários
  1. Eu tava doida pra ver esse filme.

  2. Filmes Europeus tem grandes tendências a serem bons, o melhor que olhei até hoje foi ‘O quarto do Filho’, que é Espanhol (se não me engano).
    Vou procurar na locadora pra ver se encontro o que tu citaste.

  3. Clape Clape.

    “uma cena que traduz o perfeccionismo do diretor Julian Schnabel”

    YES, você conhece o trabalho desse cara ae. ;D

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