Procurando chifre em cabeça de cavalo

Teve um papo aí na blogosfera sobre “prostituição de blogs“, coisa de blogueiro revoltado ou leitor punk: “Estão se vendendo ao sistema”, “São todos uns capitalistas malditos!”,
“Queimem o McDonalds!” entre outros…
Pensar isso é simplesmente ignorar boas possibilidades, boas chances.
Por exemplo:
O padeiro José gasta R$100 com farinha e R$100 com ovos por mês, e sempre tem uma boa clientela, devido à qualidade do seu pão.
De repente o fabricante da farinha propõe ao José que se ele botar o slogan da farinha no pacote de pão ele fornecerá a farinha de graça. José aceita e economiza em um ano R$1200, melhora a qualidade do pão e abre outra padaria, os clientes conhecem a fábrica de farinha, e ela fica conhecido pela sua qualidade e agora lucra mais que se vendesse farinha a R$100. No fim todos saem ganhando.
É um esquema meio capitalista eu sei, visando o lucro, mas principalmente, visando à qualidade. Não sou nenhum Marxista fanático, mas acho que se é para todos saírem ganhando não tem problema.
Agora usando claramente um exemplo do mundo virtual:
Anderssauro depois de ler vários blogs e com vontade de mostrar suas idéias e coisas legais aos outros resolve criar um também. No começo, sem dinheiro para uma hospedagem paga ele usa uma gratuita, mas não com muitos recursos. Depois de algum tempo percebe que seus leitores aumentaram.
Ele resolve então colocar seu blog num servidor pago, e a qualidade conseqüentemente aumenta, consegue novos recursos, destaque maior no mundo virtual.
Mas ele precisa sempre pagar a hospedagem e faz isso usando as possibilidades que estão ao seu alcance, adsense, buscapé, mercado livre…
Em algum tempo o blog já se auto-sustenta graças aos anúncios, e dá ânimo ao autor para manter sempre um conteúdo que agrade aos leitores e que seja útil aos mesmos.
E novamente, no final todos saem ganhando.
Criar expressões como “Blogueiro prostituto” é, como diz minha vó, procurar chifre em cabeça de cavalo. É inventar erro onde não tem. É criar culpas que não existem. É ter vergonha do que é bom, e se isso é motivo para se ter vergonha eu não tenho vergonha na cara!
E outra coisa:
Quem não gosta de ter dinheiro por favor me avise que eu passo o número da minha conta corrente. Afinal, estamos aqui para ajudar.


Fugiu do curso de interpretação de textos, né?